Hoje, 4 de novembro de 2008,  exposição Retrospectiva foi notícia no Diário de Pernambuco. Confira o texto da matéria abaixo.

Exposição mapeia trajetória artística de Flávio Gadelha
Retrospectiva reúne trabalhos iniciais do artista e quadros recentes, tendo meio ambiente como tema 

A obra mais antiga da exposição é de 1974. Naquele ano, Flávio Gadelha era estudante da Escola de Belas Artes do Recife. Com a ajuda de um modelo-vivo, o quadro - em tinta óleo sobre cartão - foi construído: uma mulher segurando rosas. A tela faz parte da mostra Retrospectiva, que será aberta hoje, às 20h, na Rodrigues Galeria de Artes, na Encruzilhada, no Recife. Como o nome sugere, a exposição oferece um panorama dos 42 anos da produção desse artista plástico pernambucano.

São de 1979 a série de litografias e gravuras de grafite sobre papel que mostram sua vontade de experimentar. Em 1981, dois retratos: Adolescente e Anjo, pinturas em óleo sobre tela de cores terrosas que têm um ar angelical de sublimação. Quatro anos depois, o artista foi para Barcelona, na Espanha. A experiência de viver em outro país, conviver com outros artistas, visitar galerias, como era de se esperar, marcou a arte de Flávio. “Fui lá apenas para aprender e acabeifazendo mais de dez exposições individuais”, relembra o artista.

Nos últimos anos, Flávio Gadelha tem se preocupado com o meio ambiente e as interferências do homem na paisagem. “Estamos causando modificações muito sérias que dizem respeito à sobrevivência no planeta”. Para se refugiar da cidade grande e conturbada, o artista escolheu montar um ateliê em Gravatá. “Tenho essa oficina há quase 15 anos, mas ninguém sabia. No ano passado, fiz uma exposição e o local está no roteiro de turismo. Gosto de receber visitantes, alunos, outros artistas. É uma forma de discutir e me renovar”. Os ares do Agreste também viraram telas, como Cerrado de Gravatá e Pé da Serra das Russas. Nestes quadros, uma influência impressionista se revela nas pinceladas, nos contornos disformes, nas cores - verde, azul, amarelo.

Texto: Pollyanna Diniz
Fonte: Diário de Pernambuco, 4 de novembro de 2008.